As ligações à Internet podem ser permanentes ou temporárias (estas últimas também designadas por dial-up).
As ligações permanentes requerem uma linha dedicada entre o computador que acede à internet e um determinado fornecedor de serviço Internet (ISP – Internet Service Provider). Estas linhas dedicadas têm em Portugal um preço demasiado elevado, mas nos EUA são já muito comuns, pelo que é previsível que não tarde até que possamos usufruir das larguras de banda que são abaixo descritas.
As ligações dial-up, ou seja, as ligações temporárias que são estabelecidas com uma chamada e desligadas quando a chamada termina são a alternativa mais comum nos dias de hoje.
As ligações dial-up começaram por se realizar exclusivamente por modem sobre a linha telefónica e ao longo do tempo a velocidade dos modems foi sendo cada vez mais rápida:
Hoje já só são comercializados modems a 56Kbps. A unidade de medida Kbps é a unidade de medida que significa kilobits por segundo. Ao contrário de todas as medidas existentes nos computadores que têm como referência o byte, nas comunicações tem-se como referência o bit. Assim, para saber a capacidade de uma linha em kilobytes por segundo é necessário dividir por oito. Por vezes utiliza-se a letra B em maiúscula para representar a unidade de medida em Bytes em vez de bits.
A linha telefónica não foi feita para transmitir dados digitais mas sim voz, pelo que é muito sujeita a ruídos e a falhas na comunicação digital. Assim, a capacidade máxima de 56Kbps não é na realidade atinguida, conseguindo-se normalmente apenas 5 Kbytes por segundo em vez dos 8 Kbytes por segundo teóricos.
Depois de muitos anos em que o acesso à Internet apenas era possível sobre linhas analógicas foi lançado o serviço de dial-up sobre linhas digitais RDIS (Rede digital integrada de serviços, que vem do inglês ISDN).
Estas linhas têm a capacidade máxima de 64 Kbps, mas como operam sobre um canal de melhor qualidade, ou seja, com menos ruído e interferências na linha, têm menos erros na comunicação, o que faz com que consigam operar normalmente nos 64 Kbps teóricos.
Nas linhas RDIS é também possível operar simultaneamente com dois canais, o que permite ter um canal de comunicação de 2x64 Kbps, vindo alguns elementos da página por um dos canais e outros pelo outro.
O passo seguinte na história do acesso à Internet telefone foi o ADSL (Asymetric Digital Subscriber Line). Este tipo de ligação tira partido da capacidade das novas linhas telefónicas e funciona apenas a curtas distâncias, ou seja, em locais muito distantes dos centros urbanos o serviço raramente é disponibilizado.
Existem outros tipos de ligações do tipo DSL como o RDSL (Rate adaptative Digital Subscriber Line) e HDSL (High bit rate Digital Subscriber Line). O RDSL tem um esquema de funcionamento que penaliza os utilizadores que fazem demasiados downloads dando assim preferência aos demais utilizadores. O HDSL significa que têm uma ligação com maior largura de banda. Finalmente, o mais comum ADSL significa que a largura de banda de download é diferente da de upload. Isto acontece porque os utilizadores fazem muito mais downloads (80%) do que uploads (20%), pelo que com larguras de banda diferenciadas é possível disponibilizar este serviço a mais clientes, o que o torna mais rentável.
Outro tipo de ligação muito comum é a ligação através do operador de TV por cabo. Tanto o ADSL como a TV por cabo costumam ter como velocidades normais 512Kbps. No caso do cabo é possível alcançar os 52 Mbps.
Outros tipos de ligações existentes pelo mundo são ligações através da rede eléctrica, que se encontra em fase experimental em Portugal.
Também as ligações através de satélite estão disponíveis, quer nas versões bidireccionais com o satélite, quer em que a comunicação com o satélite apenas para o download, sendo o upload realizado através do telefone. Actualmente é possível utilizar o acesso à Internet por satélite em todo o território português, com largura de banda de 2Mpbs e com um preço competitivo em relação ao ADSL. O único requisito é ter linha de vista com o céu e ter espaço para montar uma parabólica específica.
A alternativa topo de gama é a das ligações dedicadas e permanentes, só disponíveis para os mais abonados ou para os que por motivos profissionais delas necessitam. Existem duas normas: a europeia (E) e a norte americana (T) com as seguintes capacidades:
| T1 – 1 544 Mbps | E1 – 2 048 Mbps |
| T2 – 6 312 Mbps | E2 – 8 448 Mbps |
| T3 – 44 736 Mbps | E3 – 34 368 Mbps |
| T4 – 274 176 Mbps | E4 – 139 264 Mbps |
| E5 – 565 148 Mbps |
Muitos operadores disponibilizam o serviço de fornecer apenas parte da capacidade da linha, baixando assim os preços da ligação que são incomportáveis para utilizadores individuais.
Para os menos conhecedores desta área convém salientar que as larguras de banda típicas numa rede de computadores num escritório ou doméstica são 100 Mbps ou 10 Mbps (no caso das mais antigas). Uma rede wireless poderá ter uma largura de banda de 5.5 a 11 Mbps se utilizar a norma 802.11b ou 54 Mbps se utilizar a norma 802.11a. Uma rede wireless necessita de placas (NIC – Network Interface Card) e um Wireless Access Point.
Estes números tornam claro, por um lado a lentidão do acesso à Internet normal face à velocidade disponível nas redes internas, por outro lado a gigantesca capacidade das linhas T’s e E’s que actualmente só são utilizadas nos backbones da Internet.
Backbones são as ligações entre operadores de comunicações e grandes empresas ou países.
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